MOÇAMBOLA

Maxaquene_VS_Costa_do_sol.jpgVitória por duas bolas a uma na partida da fase da Cidade de Maputo da segunda maior competição futebolística nacional.
Moniz e Isac, pelos tricolores e, Parkim, pelo Costa do Sol, foram os autores dos golos da partida.


Cai por terra uma das equipa com mais taças de Moçambique conquistadas.
Em dois jogos realizados entre as duas equipas, o Maxaquene vencia o seu adversário, pela mesma marca e, com a particularidade de ter tido a mesma sequência de marcador.
Uma vez mais, tricolores e canarinhos protagonizaram uma excelente partida de futebol.
Os tricolores entraram com vontade de cedo arrumar a questão do resultado é, logo no primeiro minuto, um canto de Mayunda, obriga Soarito a uma defesa difícil.

Momentos mais tarde, ou seja, aos dois minutos, o nigeriano Luckman assusta mas, o seu remate acrobático leva a bola a passar ao lado da baliza canarinha.

O Costa do Sol procurou reagir a entrada do Maxaquene e, aos doze minutos, Parkim é mal servido e, perde uma oportunidade para criar perigo junto à baliza adversária.

O primeiro golo da partida veio aos dezassete minutos. Numa jogada de contra ataque, Luckman é isolado. Consegue ultrapassar Soarito mas, não consegue fazer golo, apenas na recarga, Moniz atura a contar mas, fica a sensação de que a defesa canarinha podia ter feito melhor no lance. Era a festa tricolor que, voltava a ter vantagem sobre o Costa do Sol.

Os canarinhos quase chegava ao empate aos vinte minutos.
Há um livre na esquerda, Simplex é chamado a intervir mas, falha clamorosamente deixando a bola para Parkim que vê o seu remate a ser desviado mesmo sobre o risco de golo.

Era a prova de que o Costa do Sol queria chegar ao empate.

Os canarinhos quase conseguiam os seus intentos aos trinta e nove minutos mas, o remate do esquerdino Paulo passa ao lado da baliza de Simplex, num belo cruzamento vindo da direita.

Antes do intervalo, o jogo chegou a ficar interrompido por que, os adeptos reclamaram uma alegada má sinalização de fora de jogo a Isac.

Na segunda parte, o Maxaquene entra com vontade de aumentar o marcador e, logo aos três minutos Soarito é chamado a intervir a um remate de Isac.

Aos nove minutos, o conjunto de Chiquinho Conde quase chegava aos dois zero mas, o guarda redes Soarito, nega um golo quase certo a Butana.

Era uma altura em que tudo indicava que Maxaquene iria marcar mas, aos catorze minutos, numa perda de bola no meio campo, whisky perde a bola para Mfiki. O sul-africano consegue isolar Parkim que, com tranquilidade bate Simplex para a festa dos muitos adeptos canarinhos presentes no relvado do primeiro de Maio.

Tal como no jogo do Moçambola, o Costa do Sol consegue chegar ao empate depois de ter estado a perder.

O Maxaquene quase respondia com o segundo golo, numa jogada de envolvimento coletivo mas que, no final, Isac não consegue ter o controlo suficiente para atirar a contar.

Mas o internacional moçambicano consegue ter controlo aos vinte e oito minutos da segunda parte. A jogada começa em whisky que coloca em Butana. O defesa toca de cabeça para Isac tocar para o fundo da balizada Soarito.

O Maxaquene voltava a ter Isac como o elemento decisivo ao apontar o golo que dá a a passagem aproxima eliminatória da taça de Moçambique em futebol.

O Costa do Sol procurou encostar o seu adversário nos últimos minutos do jogo mas, o resultado estava feito para a natural alegria de Chiquinho Conde.

Segunda, 11 Maio 2015 08:59

Desportivo de Maputo sai dos escombros

A NONA jornada do Moçambola teve como destaque a vitória do Desportivo de Maputo sobre o Ferroviário também da capital, por 1-0, no jogo mais importante da ronda, disputado na tarde de ontem no Estádio Machava. Esta é a segunda vitória consecutiva dos “alvi-negros” desde que Dário Monteiro assumiu o comando da equipa, em substituição de Antero Cambaco, por maus resultados.

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O ex-capitão dos “Mambas” estreou-se vencendo o Ferroviário de Nacala, na anterior ronda, também por 1-0.

A nona jornada não foi totalmente pacífica. Foi manchada pelo vandalismo levado a cabo pelos adeptos do Ferroviário de Quelimane no jogo com a Liga Desportiva de Maputo, por considerarem decisão injusta do árbitro da partida, ao assinalar grande penalidade já nos minutos finais da contenda e que acabou ditando o resultado do encontro. Aliás, o quarto árbitro já havia levantado a placa que dava indicação de mais cinco minutos de compensação, momento ao qual se seguiu o arremesso de pedras e outros objectos contundentes para o rectângulo do jogo, para além da vandalização do carro que levava a equipa visitante e o quarteto de arbitragem e que ficaram retidos nos balneários por quase uma hora, logo após a marcação da grande penalidade.

Outro destaque vai para o triunfo do Maxaquene sobre o Chibuto, sábado, em Maputo, e que o mantém com os mesmos pontos que a Liga Desportiva (16), que lidera a prova graças à vantagem de golos (“goal-average”) sobre os “tricolores”. O Costa do Sol foi o outro felizardo. Venceu também em casa o 1º de Maio de Quelimane, por 2-0, e alcançou o Ferroviário de Maputo (15), que, mesmo derrotado, continua na terceira posição em virtude da vantagem no “goal-average” sobre os “canarinhos”.

Nota de realce também vai para o Ferroviário de Nacala que venceu o duelo com o conterrâneo e rival Desportivo, por 2-0. Os “locomotivas” nacalenses estão a dar sinais de que estão no Moçambola para ficar, ocupando actualmente a quinta posição atrás do Costa do Sol. Quem regressou às vitórias depois de longas jornadas de insucesso e, por consequência, saiu igualmente da cauda é o Ferroviário da Beira. Venceu, em casa, o HCB de Artur Semedo, por 1-0. Os “locomotivas” beirenses deslocam-se na próxima jornada à capital do país para defrontar o Desportivo de Maputo, neste que será um dos encontros mais importantes da ronda. Mas o maior destaque da 10ª jornada vai para o duelo entre a Liga Desportiva e Maxaquene.

OS amantes de futebol poderão deliciar-se de mais um prato apetecível, este fim-de-semana, com o duelo entre o Ferroviário e Desportivo, ambos de Maputo, a acontecer domingo , no Estádio da Machava Fora do embate em si que, pela história, nos reserva momentos aliciantes, o desafio ganha mais interesse pelas contas que ambos apresentam as estas alturas.

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Os “locomotivas”, no último lugar do pódio, querem recuperar o trono perdido, há semanas, enquanto os “alvi-negros” pretendem sair da zona de despromoção. O Ferroviário consentiu o segundo empate consecutivo, na sua deslocação ao terreno do HCB, e parte para este encontro apostado em regressar às vitórias.

Por outro lado, a vitória do Desportivo sobre o Ferroviário de Nacala, no pretérito fim-de-semana, curiosamente na estreia do novo timoneiro, Dário Monteiro, um dos filhos da casa, que deu força anímica que permitiu os “alvi-negros” imporem-se no mais esperado embate da jornada.

Nas mesmas circunstâncias e curiosamente com os mesmos pontos que o Ferroviário, está o Maxaquene, que amanhã recebe o Chibuto, que luta para melhorar a classificação. Os “tricolores”, travados também com um empate em Nacala, pelo Desportivo local, têm igualmente a liderança na mira e só a vitória pode os catapultar para o topo. Mas, como referimos, os gazenses procuram sair da zona perigosa e estão bem motivados com a recente goleada infringida ao Ferroviário de Quelimane.

Preocupada está também a Liga Desportiva de Maputo, actual líder da prova, que vai ao reduto dos “locomotivas” de Quelimane. Os quelimanenses têm oferecido resistência em casa, mas a Liga, que vem duma vitória frente ao Ferroviário de Nampula, não vai poupar esforços com o objectivo de manter-se impune no comando.

Inspirado e a espreitar os lugares cimeiros está o Costa do Sol (quarto classificado), que vem de duas vitórias consecutivas, a última diante da ENH. Este combinado recebe o 1º de Maio de Quelimane e o factor casa pode novamente abrir espaço para a concretização dos seus objectivos. Mas deve estar precavido, pois terá pela frente uma equipa atrevida e que joga de forma destemida. Esta travou dois colossos nas duas últimas jornadas, nomeadamente os Ferroviários de Maputo e da Beira.

Igualado ao Costa do Sol, está o Desportivo de Nacala, que também já sonha com o pódio. E o duelo com o conterrâneo Ferroviário pode ser decisivo. Mas a rivalidade entre ambos pode limitar as aspirações dos “canarinhos”, razão pela qual se tratar de um duelo com um desfecho imprevisível.

A nona jornada tem mais um embate extremamente atractivo. O Ferroviário da Beira recebe o HCB apostado em quebrar a crise de resultados que enfrenta e que culminaram com o afastamento da equipa técnica liderada por Lucas Barrarijo. O “lanterna vermelha”, o Ferroviário da Beira, terá pela frente um HCB com objectivos supremos e que procura igualmente acertar o passo.

Por último, a ENH recebe o Ferroviário de Nampula para mais uma missão espinhosa nos seus esforços para sair da cauda. O factor casa pode não ser determinante para a turma de Vilankulo perante uma equipa que leva vantagem pela experiência e qualidade de jogadores que possui.

Segunda, 27 Abril 2015 15:12

RESULTADOS DA VII JORNADA DO MOÇAMBOLA

 

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MAXAQUENE X DESPORTIVO DE MAPUTO (1 – 0)

ENH DE VILANKULO X LIGA DESPORTIVA (0 – 0)

FERROVIÁRIO DA BEIRA X COSTA DO SOL (1 – 2)

FERROVIÁRIO DE MAPUTO X 1º DE MAIO DE QUELIMANE (0 – 0)

FERROVIÁRIO DE NACALA X HCB DE SONGO (2 – 0)

FERROVIÁRIO DE QUELIMANE X DESPORTIVO DE NACALA (1 -1)

FERROVIÁRIO DE NAMPULA X FC CHIBUTO (1 – 0)


O FERROVIÁRIO de Maputo assumiu ontem a liderança do Moçambola-2015 ao vencer o seu homónimo da Beira por 2-1, em jogo em atraso da 5.ª jornada disputado no Estádio da Machava. Com a vitória, os “locomotivas” da capital somam 13 pontos, mais um que a Liga Desportiva e o Maxaquene, respectivamente, nos lugares subsequentes.

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A vitória dos comandados de Vítor Pontes foi justíssima. O início de jogo avassalador do Ferroviário de Maputo foi coroado aos quatro minutos com um golo apontado por Manucho. Antes, Jeitoso e Timbe já tinham dado sinais de perigo junto à baliza de Willard.

O Ferroviário da Beira estava irreconhecível, aliás à semelhança do que se tem visto nas rondas anteriores. Uma equipa com criatividade e velocidade para criar desequilíbrios. O facto de Lucas Barrarijo ter mandado subir a sua equipa, exercendo um “pressing” no meio campo contrário deixava lacunas e foi pela falta de ousadia de Manucho que os “locomotivas” de Maputo não dilataram o marcador. O jovem avançado não conseguiu dar melhor seguimento a um bom passe de Diogo quando tinha apenas Willard pela frente.

Aos 24 minutos os beirenses, que ainda não tinham criado uma oportunidade de golo, chegaram mesmo ao empate através de um excelente golpe de cabeça de Dayo. Culpa para zona central da defesa que deixou o médio solto de marcação.

Na segunda parte o jogo baixou de intensidade. Jogou-se muito a meio-campo pelo menos até aos 65 minutos, pois de trás para frente viu-se um Ferroviário de Maputo a soltar-se mais, com Diogo a criar desequilíbrios pelo flanco esquerdo e por duas vezes AS SUAS INVESTIDAS QUASE RESULTAVAM EM GOLO.

SILVANO EQUIVOCOU-SE

O segundo golo do Ferroviário deveria ter surgido instantes depois na sequência de um pontapé de canto em que Chico foi ao primeiro poste cabecear com êxito. Porém, Arlindo Silvano, árbitro da partida, anulou o tento por considerar falta sobre o guarda-redes e que quanto a nós não houve. Mas, aos 78 minutos, repôs-se a justiça no marcador, com um grande golo de Lewis.

Viu-se nos últimos 12 minutos da hora regulamentar um Ferroviário de Maputo que limitou-se a gerir a magra vantagem ante uma turma beirense sem argumentos para restabelecer a igualdade.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Arlindo Silvano, auxiliado por Arsénio Marrengula e Abibo Adinane. Quarto árbitro: António Munguambe.

FER. MAPUTO: Germano; Chico, Jeitoso, Calima e Emídio; David (Dangalira), Timbe, Muandro; Diogo (Jair), Manucho e Lewis.

FER. BEIRA: Willard; Elísio (Namadjuia), Cufa, Emídio e Edson; Paíto, Reinildo, Dayo (Gildo), Nelito (Jacob); Fabrice e Maninho.

DISCIPLINA: Cartão amarelo para Paíto.

IVO TAVARES

CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

J V E D B P

1.º FER. MAPUTO 6 4 1 1 10-4 13

2.° Liga Desportiva 6 3 3 0 8-1 12

3.º Maxaquene 6 4 0 2 7-3 12

4.º Desp. Nacala 6 3 1 2 5-7 10

5.° HCB 6 3 0 3 4-4 9

6.° Fer. Quelimane 6 2 2 2 2-2 8

7.° 1.° de Maio 6 2 2 2 2-3 8

8.° Fer. Nampula 6 2 1 3 5-4 7

9.° Fer. Nacala 6 2 1 3 3-5 7

10.° ENH 6 2 1 3 5-9 7

11.º Chibuto 6 1 3 2 3-3 6

12.° Costa do Sol 6 1 3 2 2-3 6

13.º Fer. Beira 6 2 0 4 4-7 6

14.º Desportivo 6 1 2 3 2-7 5

Próxima jornada (7.ª): Fer. Beira-Costa do Sol; Fer. Maputo-1.° de Maio de Quelimane; Fer. Nacala-HCB; Maxaquene-Desportivo; Fer. Quelimane-Desportivo de Nacala; Fer. Nampula-Chibuto FC; e ENH de Vilankulo-Liga Desp. Maputo.

10UMA vitória de sacrifício. Esta é uma das frases que se pode usar para qualificar o triunfo do Maxaquene sobre o Ferroviário, por 2-0, na tarde de sábado, no Estádio da Machava.

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O Maxaquene soube sofrer nos primeiros minutos, altura em que o Ferroviário esteve claramente por cima do jogo.

O primeiro sinal de perigo foi dado por Lewis que, aproveitando um mau passe de Whisky, atirou de primeira com a bola a ser desviada para canto. Na sequência do canto, Jair ficou perto de marcar. A turma "locomotiva" arrancava a todo o vapor e dava mostras que queria resolver o jogo o mais cedo possível. Os "tricolores" estavam completamente atados, não conseguiam sair daquela pressão ofegante. Face a este cenário corria sérios riscos de sofrer um golo. Ficou muito perto de acontecer quando Diogo assiste na perfeição, mas o remate fraquinho de Chadreque saiu à figura de Simplex.

O Ferroviário dava espectáculo, enquanto o Maxaquene procurava sair para o contra-ataque, mas fazia-o de forma atabalhoada. Esclarecido em campo estava Diogo. Num lance de génio tirou do caminho um adversário e desferiu um remate em arco. A bola levava selo de golo e só uma intervenção de outro mundo de Simplex impediu que tal acontecesse. O guarda-redes dos “tricolores” aplicou-se tanto para evitar o golo que acabou saindo lesionado do lance.

Mas no futebol por vezes acontecem coisas que o próprio diabo desconfia. É que contra a corrente do jogo e quando nada fazia prever que o Maxaquene chegasse e logo através do marcador menos improvável, Butana apareceu muito bem de trás para a frente, Whisky fez-lhe um endosse bem temperado, Butana tira Germano do caminho e com um toque de cabeça e com mais toque subtil de cabeça introduz a bola no fundo da baliza. Estava feito o 1-0 aos 20 minutos.

Os comandados de Victor Pontes acusaram e de que maneira o golo sofrido. Tiveram uma quebra de rendimento da noite para o dia. Eram incapazes de sair com a bola jogável. Só através de bolas bombeadas para Lewis que perdia sucessivamente no duelo com Zabula e Nito. Aliás o zambiano era como um bife na sanduíche para a dupla "tricolor".

O Maxaquene estava mais perto do 2-0 do que o Ferroviário do empate. Foi nesta toada, sinal mais para os treinados de Chiquinho Conde, que chegou o intervalo. De salientar que o forte calor que se fazia sentir levou que o árbitro interrompesse a partida por um minuto para os jogadores beberem água.

Na etapa complementar a partida caiu de ritmo. O Ferroviário parecia ter desistido do jogo nem a entrada de Maurício para o ataque surtia efeitos práticos. Mas para animar o jogo, eis que Isac decide pegar na bola, arrancar em velocidade para o meio e fazer um passe de ruptura para Luckman, este ante a saída de Germano tira-o do caminho e rematou, na tentativa de desviar a bola, o defesa Belo acaba introduzindo-a na própria baliza. Transcorridos 62 minutos não restava mais nada a Victor Pontes que não fosse arriscar tudo. Fez entrar Barrigana e Timbe, jogadores criativos, no entanto o problema dos verde-e-brancos persistia. Não conseguiam construir o jogo. É certo que com os minutos a passarem a ansiedade tomava conta dos jogadores que elaboravam o seu jogo mais com coração do que com a cabeça. Foi o Maxaquene a ficar perto do 3-0 quando Lukcman teve um falhanço incrível à boca da baliza.

O árbitro da partida, José Maria Rachide, e seus auxiliares realizaram um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: José Maria Rachide; auxiliado por João Nhatuve e Carlos Guambe. Quarto árbitro: Filimão Filipe.

FER.MAPUTO: Germano; Calima (Barrigana), Vasil, Jeitoso, Chico e Belo; David (Timbe), Chadreque (Maurício); Jair, Diogo e Lewis.

MAXAQUENE: Simplex; Butana, Nito e Zabula; Wisky (Nelsinho), Moniz, Mayunda, Okhan e Rachide; Isac e Luckman (Michel).

DISCPLINA: Amarelo para Whisky, Butana e Moniz

IVO TAVARES

O FERROVIÁRIO de Nampula comanda o Moçambola-2015 depois da vitória ontem, no Caldeirão do Chiveve, sobre o seu homónimo da Beira por 2-0, em jogo atrasado da jornada inaugural disputada no último fim-de-semana.

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Os “locomotivas” nampulenses lideram graças à vantagem no “goal-average” relativamente aos restantes vencedores da ronda, nomeadamente Maxaquene, Ferroviário de Maputo, Desportivos de Maputo e de Nacala. Os “tricolores”, “locomotivas” da capital, “alvi-negros” e nacalenses estrearam-se derrotando Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Quelimane, ENH de Vilankulo e HCB de Songo, respectivamente por 1-0. Os restantes encontros culminaram com empates: a Liga e o Costa do Sol não foram além do 0-0, o mesmo resultado registado no frente-a-frente entre Chibuto e 1.º de Maio de Quelimane.

BEIRENSES PERDEM NO DUELO ENTRE “IRMÃOS”

NUM jogo em que os donos da casa entraram a pressionar, os beirenses cedo deram sinais de que estavam bem-dispostos para lutar pelos três pontos, apesar do cansaço, depois do jogo do último domingo referente às competições internacionais.

Numa jogada de belo e feito de Reinildo, este cruzou para o “capitão” Maninho rematar forte para a defesa incompleta de Rodrigues e na recarga Gildo chutou para fora.

Reinildo apareceu novamente aos 20 minutos. Numa roubalheira no grande círculo o meio-campista beirense tirou três contrários e vendo Nelito numa posição bem privilegiada, eis que o árbitro assinala fora-de-jogo, que levantou contestação nas bancadas.

Em resposta, num contra-ataque rápido, o nampulense Dondo cruzou para o coração da área, tendo Vivaldo cabeceado para defesa incompleta de Willard e, na recarga, Avelino rematou para fora.

O Ferroviário da Beira continuou a pressionar no seu adversário à procura do golo, mas a defesa contrária estava bem composta e sacudia todas as investidas. Numa jogada combinada de Fabrice e o irrequieto Reinildo, na entrada da grande área, este último é derrubado por Kalanga. O árbitro, perto do lance, assinalou grande penalidade. Chamado a cobrar, como de sempre, Mambucho atirou para a figura do guarda-redes nampulense, deitando abaixo todas expectativas do público vibrante que esteve em número considerável nas bancadas.

E com este desperdício o Ferroviário de Nampula chegou ao golo aos 44 minutos, num lance de bola parada em que o guarda-redes Willard ficou mal na fotografia. Com o 0-1 foi-se ao intervalo.

No reatamento da partida o Ferroviário da Beira entrou pressionante, mas a turma da casa estava perante um adversário bem estruturado no meio-campo e na defesa.

O segundo golo do Ferroviário da Nampula foi a cópia do primeiro. Pode atribuir-se culpas a Willard porque saiu aos papéis. Assim, os donos da casa procuraram o tento de honra sem sucesso até ao apito final.

O árbitro da partida, Aníbal Armando, foi nalgum momento tendencioso, cortou alguns lances da turma da casa e assinalou livres contrários. Durante a partida houve falta de comunicação com os seus auxiliares.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Aníbal Armando, auxiliado por Alberto Muiambo e Pedro Justino. Amisse Juma foi o quarto árbitro.

FER. DA BEIRA: Willard; Elísio, Cufa, Mambucho, Edson, Reinildo (Jacob), Paíto, Gildo, Fabrice (Henry), Maninho, Nelito (Dayo).

FER. DE NAMPULA: Rodrigues; Fister, Ernest, Gervásio (Nito), Dondo, Hipo, Paiva (Buramo), Daúdo (Skaba), Kalanga, Vivaldo e Avelino.

DISCIPLINA: Vermelho para Edson por acumulação de cartões amarelos. Amarelos para Elísio e Fabrice do Ferroviário da Beira; Gervasio, Paiva e Dondo do Ferroviário de Nampula.

LAITON SIFA

“CLÁSSICO” MONOPOLIZA ATENÇÕES NA 2.ª JORNADA

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MAL começou o Moçambola os duelos seguem às catadupas! Amanhã todos os caminhos irão dar ao Estádio da Machava, onde o Ferroviário de Maputo recebe a partir das 15.30 horas o Maxaquene, naquele que é o embate mais esperado da segunda ronda.

Trata-se de um “clássico” que não deixa ninguém indiferente. As duas equipas entraram com pé direito na prova, visto que venceram os seus oponentes curiosamente pela margem mínima, deixando aviso aos restantes concorrentes ao título.

Ainda é difícil medir o nível competitivo das duas formações, mas o Ferroviário, na qualidade de anfitrião, é candidato aos três pontos.

Os “locomotivas”, por aquilo que foi a pré-época, parecem melhores que os “tricolores” que, para além de não mostrarem qualidade de jogo, se debatem com problemas internos, com alguns pelouros de costas voltadas.

Amanhã o mítico Estádio da Machava vai testemunhar o primeiro grande “clássico” da temporada, duelo que arrasta multidões, até porque coloca frente-a-frente antigos rivais.

Há “clássico” também no domingo, embora com outras dimensões. O Costa do Sol recebe o Ferroviário de Nampula, vice-campeão nacional.

Os “canarinhos” têm vindo a apresentar uma impressionante qualidade de jogo neste início da época e jogam com um adversário muito coeso e que, com todo mérito, terminou o Moçambola-2014 no segundo posto.

É um jogo de difícil prognóstico, mas os donos da casa têm um ligeiro favoritismo, talvez por esse factor (jogar perante seus adeptos).

Ainda em Maputo e no campo do Costa do Sol o Desportivo de Maputo recebe hoje o seu homónimo de Nacala, outras equipas que entraram com triunfos na edição-2015. Os “alvi-negros” são favoritos à vitória, mas tudo pode acontecer frente a uns moralizados “canarinhos” que no domingo bateram o HCB.

Na Beira o Ferroviário local recebe o seu homónimo de Quelimane ferido no seu orgulho por ter sido derrotado em casa na ronda inaugural pelos “locomotivas” da capital do país.

Outro “búfalo” ferido é o HCB que recebe domingo o Chibuto, que não fez mais que um empate sem golos na primeira jornada.

A equipa comandada por Artur Semedo é favorita aos três pontos, mas os “guerreiros” não irão facilitar, sobretudo depois de não terem conseguido superar o estreante 1.º de Maio de Quelimane.

Em Nacala o Ferroviário local mede forças com ENH de Vilankulo. É uma partida entre duas equipas recém-promovidas ao escalão principal, que para a sua infelicidade foram derrotadas na primeira ronda.

É difícil fazer um vaticínio do resultado, mas o factor casa pode favorecer os nacalenses. Os “hidrocarbonetos” demonstraram ter capacidade de resposta, pois são muito aguerridos.

Mas quem tem uma missão verdadeiramente espinhosa é o 1.º de Maio de Quelimane que se estreia perante o seu público defrontando a toda-poderosa Liga Desportiva de Maputo, campeã em título, e que de longe é favorita à vitória

Será um grande teste para a equipa da Zambézia que deixou boas indicações no último fim-de-semana em Chibuto, onde arrancou um nulo.

Todos os jogos iniciam às 15.30 horas.

RESULTADOS E CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

Fer. Beira-Fer. Nampula (0-2)

ENH-Desportivo (0-1)

Fer. Quelimane-Fer. Maputo (0-1)

Liga-Costa do Sol (0-0)

Maxaquene-Fer. Nacala (1-0)

Chibuto-1.° de Maio de Quelimane (0-0)

Desp. Nacala-HCB (1-0)

J V E D B P

1.° FER. NAMPULA 1 1 0 0 2-0 3

2.º Desportivo 1 1 0 0 1-0 3

3.° Desp. Nacala 1 1 0 0 1-0 3

4.° Fer. Maputo 1 1 0 0 1-0 3

5.° Maxaquene 1 1 0 0 1-0 3

6.° Costa do Sol 1 0 1 0 0-0 1

7.° Chibuto 1 0 1 0 0-0 1

8.° Liga 1 0 1 0 0-0 1

9.° 1.° de Maio 1 0 1 0 0-0 1

10.° ENH 1 0 0 1 0-1 0

11.° Fer. Nacala 1 0 0 1 0-1 0

12.° Fer. Quelimane 1 0 0 1 0-1 0

13.° HCB 1 0 0 1 0-1 0

14.° Fer. da Beira 1 0 0 1 0-2 0

CALENDÁRIO DE JOGOS

AMANHÁ

ESTÁDIO DA MACHAVA

15.30 horas: Fer. Maputo-Maxaquene

CAMPO DO COSTA DO SOL

15.30 horas: Desp. Maputo-Desp. Nacala

DOMINGO

CAMPO DO FERROVIÁRIO DA BEIRA

15.30 horas: Fer. Beira-Fer. Quelimane

CAMPO DO COSTA DO SOL

15.30 horas: Costa do Sol-Fer. Nampula

CAMPO DO FERROVIÁRIO DE QUELIMANE

15.30 horas: 1.º Maio-Liga Desportiva

ESTÁDIO 27 DE NOVEMBRO, EM SONGO

15.30 horas: HCB-Chibuto

CAMPO DA BELA VISTA

15.30 horas: Fer. Nacala-ENH

AS emoções do Moçambola-2015 regressam esta tarde com o Ferroviário da Beira a receber (15:30 horas), no Caldeirão do Chiveve, o seu homónimo de Nampula em partida atrasada da primeira jornada.

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Os “locomotivas” beirenses e nampulenses não jogaram no fim-de-semana em virtude da participação da primeira formação na eliminatória da Taça CAF, em Kinshasa, onde defrontou o AS Vitta Club da República Democrática de Congo.

Trata-se de um embate que recorda os momentos mais quentes que caracterizaram os encontros entre as duas formações na época passada, ao fim da qual o Ferroviário de Nampula ficou à margem do título, sendo a segunda melhor equipa do campeonato ganho pela Liga Desportiva de Maputo, curiosamente na derradeira ronda.

Os “locomotivas” nampulenses estão apostados em manter os mesmos níveis de competitividade e ambição na esperança de chegar ao cobiçado título. Apesar de algumas saídas de vulto, com destaque para Vasil e Tchitcho, os nampulenses foram igualmente ao mercado buscar refoços, tendo no horizonte esse grande desafio, ou seja, corresponder ao perfil competitivo da equipa de 2014.

Foram buscar Carvalho (ex-Desportivo de Nacala), Xirico (ex-Têxtil), Paiva (ex-Estrela Vermelha da Beira) e Idónio (ex-Incomáti). Receberam ainda por empréstimo, do seu homónimo de Maputo, o guarda-redes Pinto, mais Aurito e Nito.

Para os mesmos efeitos e com as mesmas ambições, o Ferroviário da Beira, que por duas vezes se sagrou vice-campeão nacional e ganhou a Taça de Moçambique, a segunda maior prova futebolística nacional, manteve a sua espinha dorsal e ainda foi buscar o médio congolês Fabrice e o avançado zambiano Jacob.

Do plantel da época passada, manteve os contratos com Willard (guarda-redes), Paíto, Emídio, Nelito, Cufa, Edson, Maninho e Elísio, enquanto Nelito, Reinildo, Gildo, Mário, Amilton, Henry, Djei, Dário, Inhaminga e Squeia tinham os seus contratos ainda em dia.

Portanto, tudo indica que ambos vão procurar demonstrar, nesta sua primeira aparição no maior convívio futebolístico nacional, o que prepararam para a temporada, que se aventa vir a ser muito concorrida. Contrariamente ao adversário, o Ferroviário da Beira tem muitos jogos nos pés e isso poderá conferir-lhe maior favoritismo ao se acrescenta privilégio de gozar com o factor casa. Aliás, os beierenses precisam de consolar os seus adeptos depois da goleada de 0-3 frente a AS Vitta Club da República Democrática de Congo.

A VILA municipal de Vilankulo, província de Inhambane, viveu na tarde de sábado um momento histórico e emocionante ao testemunhar o arranque oficial da maior prova futebolística do país, o Moçambola-2015, e que contou com a presença de milhares de pessoas oriundas de quase toda a região sul do país.

SENTIMENTO COMUM NA ABERTURA DO MOCAMBOLA-2015- Que o campeao seja efectivamente o campeao

Se os adeptos do Desportivo de Maputo viajaram por via terrestre toda a noite de sexta e madrugada de sábado, os convidados da Liga Moçambicana de Futebol desembarcaram na manhã daquele dia por via aérea para se juntarem às milhares de pessoas que já aguardavam pelo momento crucial para o anúncio oficial do arranque da prova no Estádio Municipal daquela vila turística da “Terra de Boa Gente”.

Governantes, desportistas, músicos e adeptos juntaram-se naquele local para “in loco” testemunharem o momento sublime. O pontapé de saída foi dado pelo quarteto de presidentes da LMF, da FMF, do município e do ministro da Juventude e Desportos, num acto bastante aplaudido.

Porém, antes e depois do jogo entre o estreante ENH e o Desportivo de Maputo várias individualidades falaram à volta da importância do país ter uma prova da dimensão dum Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola.

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E todos foram unânimes de que a prova deve produzir um campeão que tenha sido o melhor de toda a prova e que, acima de tudo, prevaleça o “fair play”.

Entretanto, alguns, como por exemplo o Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula, foram mais longe ao defenderem que “aos 14 clubes participantes no Moçambola-2015 desejamos uma competição leal, respeito ao ‘fair play’ e uma prova em que, acima de tudo, prevaleça a verdadeira competição e que o campeão seja efectivamente o campeão pela sua regularidade, por ter sido o melhor ao longo das 26 jornadas. Todos querem ser campeões e todos podem sê-lo, mas apenas um o conseguirá. E esse campeão gostaríamosque o fosse com mérito, porque dessa forma se dignificará ele próprio e, consequentemente, o futebol moçambicano”.

Nkutumula defendeu que “o Campeonato Nacional de Futebol, o nosso carinhosamente Moçambola, no seu percurso de quase quatro décadas ininterruptas, se assumiu como um movimento de massas sem paralelo: Um aglutinador de paixões, de pessoas de diferentes raças e de crenças políticas e religiosas; Um elo de união dos moçambicanos, independentemente das suas cores clubísticas; Um veículo de aproximação dos cidadãos, porque o futebol, o chamado ópio do povo, na sua essência, é por excelência uma ocasião de convívio e de euforia”.

O ministro da Juventude e Desportos saudou ao mesmo tempo a Liga Moçambicana de Futebol pelo esforço que vem empreendendo para que esta prova tenha sucesso, desejando igualmente boa sorte a todos os intervenientes no certame.

SIDAT QUER VENCEDOR JUSTO ESTE ANO

O PRESIDENTE da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse em Inhambane, num discurso que considerou de improviso, que o Moçambola deste ano tem de produzir um campeão justo.

As declarações do presidente da FMF mereceram alguns comentários desabonatórios por parte dos presentes, que entenderam que o homem forte do “Prédio Fonte Azul” quis dar a entender que os anteriores campeões nacionais, incluindo o actual detentor do título, a Liga Desportiva de Maputo, não haviam sido campeões com mérito.

Num outro desenvolvimento, Feizal Sidat afirmou que os campeões nacionais devem representar condignamente o país nas Afrotaças, apelando ao mesmo tempo para que todos os clubes, sobretudo os do Moçambola, se devem licenciar de acordo com as recomendações da CAF.

PATROCINADORES FIRMES

OS potenciais patrocinadores do Moçambola, na voz deCláudio Chiche, reafirmaram o seu apoio incondicional ao Moçambola, porque consideram ser uma prova credível e de dimensão nacional.

Chiche recordou, na ocasião, que a empresa que representa, a mCel, “é a maior patrocinadora do desporto em Moçambique em todas as vertentes e com maior destaque no “Desporto Rei”, que é o futebol, e que hoje vamos testemunhar este jogo entre as equipas da ENH (anfitrião) e o Desportivo de Maputo, por sinal este último é um dos clubes orgulhosamente patrocinados pela mCel”.

Realçou que “o nosso envolvimento no Moçambola já perfaz cerca de onze anos e temos estado a testemunhar um crescimento no desempenho deste campeonato, quer nos clubes que nele militam, quer ao nível de produção e organização que a Liga Moçambicana de Futebol e seus parceiros têm estado a empreender e para tal vão os nossos parabéns a toda Direcção da Liga Moçambicana de Futebol, que apesar de poucos recursos financeiros tem levado a bom porto esta que é a maior competição desportiva do país”.

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jogos Africanos

Moçambola 2015

Equipas
J V E D G P
1 Maxaquene 13 8 3 2 12 - 4 27
2 Liga Desp. de Maputo 13 6 4 3 14 - 7 22
3 C. do Sol 13 6 4 3 14 - 8 22
4 Ferrov. de Nacala 13 6 3 4 11 - 7 21
5 Ferrov. de Maputo 13 5 4 4 17 - 11 19
6 1° de Maio 13 4 6 3 10 - 11 18
7 Ferrov. da Beira 13 5 2 6 12 - 13 17
8 ENH Vilankulo 13 4 4 5 10 - 15 16
9 Ferrov. de Nampula 13 4 4 5 8 - 10 16
10 CD Nacala 13 4 4 5 9 - 16 16
11 HCB Songo 13 4 3 6 8 - 10 15
12 Desp. Maputo 13 3 5 5 7 - 12 14
13 Chibuto FC 13 3 4 6 10 - 11 13
14 Ferrov. Quelimane 13 2 4 7 5 - 12 10

Inquérito

João Chissano foi afastado de seleccionador nacional de futebol. Foi devido ao último resultado dos Mambas 0-1, diante do Ruanda?