MOÇAMBOLA

10UMA vitória de sacrifício. Esta é uma das frases que se pode usar para qualificar o triunfo do Maxaquene sobre o Ferroviário, por 2-0, na tarde de sábado, no Estádio da Machava.

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O Maxaquene soube sofrer nos primeiros minutos, altura em que o Ferroviário esteve claramente por cima do jogo.

O primeiro sinal de perigo foi dado por Lewis que, aproveitando um mau passe de Whisky, atirou de primeira com a bola a ser desviada para canto. Na sequência do canto, Jair ficou perto de marcar. A turma "locomotiva" arrancava a todo o vapor e dava mostras que queria resolver o jogo o mais cedo possível. Os "tricolores" estavam completamente atados, não conseguiam sair daquela pressão ofegante. Face a este cenário corria sérios riscos de sofrer um golo. Ficou muito perto de acontecer quando Diogo assiste na perfeição, mas o remate fraquinho de Chadreque saiu à figura de Simplex.

O Ferroviário dava espectáculo, enquanto o Maxaquene procurava sair para o contra-ataque, mas fazia-o de forma atabalhoada. Esclarecido em campo estava Diogo. Num lance de génio tirou do caminho um adversário e desferiu um remate em arco. A bola levava selo de golo e só uma intervenção de outro mundo de Simplex impediu que tal acontecesse. O guarda-redes dos “tricolores” aplicou-se tanto para evitar o golo que acabou saindo lesionado do lance.

Mas no futebol por vezes acontecem coisas que o próprio diabo desconfia. É que contra a corrente do jogo e quando nada fazia prever que o Maxaquene chegasse e logo através do marcador menos improvável, Butana apareceu muito bem de trás para a frente, Whisky fez-lhe um endosse bem temperado, Butana tira Germano do caminho e com um toque de cabeça e com mais toque subtil de cabeça introduz a bola no fundo da baliza. Estava feito o 1-0 aos 20 minutos.

Os comandados de Victor Pontes acusaram e de que maneira o golo sofrido. Tiveram uma quebra de rendimento da noite para o dia. Eram incapazes de sair com a bola jogável. Só através de bolas bombeadas para Lewis que perdia sucessivamente no duelo com Zabula e Nito. Aliás o zambiano era como um bife na sanduíche para a dupla "tricolor".

O Maxaquene estava mais perto do 2-0 do que o Ferroviário do empate. Foi nesta toada, sinal mais para os treinados de Chiquinho Conde, que chegou o intervalo. De salientar que o forte calor que se fazia sentir levou que o árbitro interrompesse a partida por um minuto para os jogadores beberem água.

Na etapa complementar a partida caiu de ritmo. O Ferroviário parecia ter desistido do jogo nem a entrada de Maurício para o ataque surtia efeitos práticos. Mas para animar o jogo, eis que Isac decide pegar na bola, arrancar em velocidade para o meio e fazer um passe de ruptura para Luckman, este ante a saída de Germano tira-o do caminho e rematou, na tentativa de desviar a bola, o defesa Belo acaba introduzindo-a na própria baliza. Transcorridos 62 minutos não restava mais nada a Victor Pontes que não fosse arriscar tudo. Fez entrar Barrigana e Timbe, jogadores criativos, no entanto o problema dos verde-e-brancos persistia. Não conseguiam construir o jogo. É certo que com os minutos a passarem a ansiedade tomava conta dos jogadores que elaboravam o seu jogo mais com coração do que com a cabeça. Foi o Maxaquene a ficar perto do 3-0 quando Lukcman teve um falhanço incrível à boca da baliza.

O árbitro da partida, José Maria Rachide, e seus auxiliares realizaram um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: José Maria Rachide; auxiliado por João Nhatuve e Carlos Guambe. Quarto árbitro: Filimão Filipe.

FER.MAPUTO: Germano; Calima (Barrigana), Vasil, Jeitoso, Chico e Belo; David (Timbe), Chadreque (Maurício); Jair, Diogo e Lewis.

MAXAQUENE: Simplex; Butana, Nito e Zabula; Wisky (Nelsinho), Moniz, Mayunda, Okhan e Rachide; Isac e Luckman (Michel).

DISCPLINA: Amarelo para Whisky, Butana e Moniz

IVO TAVARES

O FERROVIÁRIO de Nampula comanda o Moçambola-2015 depois da vitória ontem, no Caldeirão do Chiveve, sobre o seu homónimo da Beira por 2-0, em jogo atrasado da jornada inaugural disputada no último fim-de-semana.

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Os “locomotivas” nampulenses lideram graças à vantagem no “goal-average” relativamente aos restantes vencedores da ronda, nomeadamente Maxaquene, Ferroviário de Maputo, Desportivos de Maputo e de Nacala. Os “tricolores”, “locomotivas” da capital, “alvi-negros” e nacalenses estrearam-se derrotando Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Quelimane, ENH de Vilankulo e HCB de Songo, respectivamente por 1-0. Os restantes encontros culminaram com empates: a Liga e o Costa do Sol não foram além do 0-0, o mesmo resultado registado no frente-a-frente entre Chibuto e 1.º de Maio de Quelimane.

BEIRENSES PERDEM NO DUELO ENTRE “IRMÃOS”

NUM jogo em que os donos da casa entraram a pressionar, os beirenses cedo deram sinais de que estavam bem-dispostos para lutar pelos três pontos, apesar do cansaço, depois do jogo do último domingo referente às competições internacionais.

Numa jogada de belo e feito de Reinildo, este cruzou para o “capitão” Maninho rematar forte para a defesa incompleta de Rodrigues e na recarga Gildo chutou para fora.

Reinildo apareceu novamente aos 20 minutos. Numa roubalheira no grande círculo o meio-campista beirense tirou três contrários e vendo Nelito numa posição bem privilegiada, eis que o árbitro assinala fora-de-jogo, que levantou contestação nas bancadas.

Em resposta, num contra-ataque rápido, o nampulense Dondo cruzou para o coração da área, tendo Vivaldo cabeceado para defesa incompleta de Willard e, na recarga, Avelino rematou para fora.

O Ferroviário da Beira continuou a pressionar no seu adversário à procura do golo, mas a defesa contrária estava bem composta e sacudia todas as investidas. Numa jogada combinada de Fabrice e o irrequieto Reinildo, na entrada da grande área, este último é derrubado por Kalanga. O árbitro, perto do lance, assinalou grande penalidade. Chamado a cobrar, como de sempre, Mambucho atirou para a figura do guarda-redes nampulense, deitando abaixo todas expectativas do público vibrante que esteve em número considerável nas bancadas.

E com este desperdício o Ferroviário de Nampula chegou ao golo aos 44 minutos, num lance de bola parada em que o guarda-redes Willard ficou mal na fotografia. Com o 0-1 foi-se ao intervalo.

No reatamento da partida o Ferroviário da Beira entrou pressionante, mas a turma da casa estava perante um adversário bem estruturado no meio-campo e na defesa.

O segundo golo do Ferroviário da Nampula foi a cópia do primeiro. Pode atribuir-se culpas a Willard porque saiu aos papéis. Assim, os donos da casa procuraram o tento de honra sem sucesso até ao apito final.

O árbitro da partida, Aníbal Armando, foi nalgum momento tendencioso, cortou alguns lances da turma da casa e assinalou livres contrários. Durante a partida houve falta de comunicação com os seus auxiliares.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Aníbal Armando, auxiliado por Alberto Muiambo e Pedro Justino. Amisse Juma foi o quarto árbitro.

FER. DA BEIRA: Willard; Elísio, Cufa, Mambucho, Edson, Reinildo (Jacob), Paíto, Gildo, Fabrice (Henry), Maninho, Nelito (Dayo).

FER. DE NAMPULA: Rodrigues; Fister, Ernest, Gervásio (Nito), Dondo, Hipo, Paiva (Buramo), Daúdo (Skaba), Kalanga, Vivaldo e Avelino.

DISCIPLINA: Vermelho para Edson por acumulação de cartões amarelos. Amarelos para Elísio e Fabrice do Ferroviário da Beira; Gervasio, Paiva e Dondo do Ferroviário de Nampula.

LAITON SIFA

“CLÁSSICO” MONOPOLIZA ATENÇÕES NA 2.ª JORNADA

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MAL começou o Moçambola os duelos seguem às catadupas! Amanhã todos os caminhos irão dar ao Estádio da Machava, onde o Ferroviário de Maputo recebe a partir das 15.30 horas o Maxaquene, naquele que é o embate mais esperado da segunda ronda.

Trata-se de um “clássico” que não deixa ninguém indiferente. As duas equipas entraram com pé direito na prova, visto que venceram os seus oponentes curiosamente pela margem mínima, deixando aviso aos restantes concorrentes ao título.

Ainda é difícil medir o nível competitivo das duas formações, mas o Ferroviário, na qualidade de anfitrião, é candidato aos três pontos.

Os “locomotivas”, por aquilo que foi a pré-época, parecem melhores que os “tricolores” que, para além de não mostrarem qualidade de jogo, se debatem com problemas internos, com alguns pelouros de costas voltadas.

Amanhã o mítico Estádio da Machava vai testemunhar o primeiro grande “clássico” da temporada, duelo que arrasta multidões, até porque coloca frente-a-frente antigos rivais.

Há “clássico” também no domingo, embora com outras dimensões. O Costa do Sol recebe o Ferroviário de Nampula, vice-campeão nacional.

Os “canarinhos” têm vindo a apresentar uma impressionante qualidade de jogo neste início da época e jogam com um adversário muito coeso e que, com todo mérito, terminou o Moçambola-2014 no segundo posto.

É um jogo de difícil prognóstico, mas os donos da casa têm um ligeiro favoritismo, talvez por esse factor (jogar perante seus adeptos).

Ainda em Maputo e no campo do Costa do Sol o Desportivo de Maputo recebe hoje o seu homónimo de Nacala, outras equipas que entraram com triunfos na edição-2015. Os “alvi-negros” são favoritos à vitória, mas tudo pode acontecer frente a uns moralizados “canarinhos” que no domingo bateram o HCB.

Na Beira o Ferroviário local recebe o seu homónimo de Quelimane ferido no seu orgulho por ter sido derrotado em casa na ronda inaugural pelos “locomotivas” da capital do país.

Outro “búfalo” ferido é o HCB que recebe domingo o Chibuto, que não fez mais que um empate sem golos na primeira jornada.

A equipa comandada por Artur Semedo é favorita aos três pontos, mas os “guerreiros” não irão facilitar, sobretudo depois de não terem conseguido superar o estreante 1.º de Maio de Quelimane.

Em Nacala o Ferroviário local mede forças com ENH de Vilankulo. É uma partida entre duas equipas recém-promovidas ao escalão principal, que para a sua infelicidade foram derrotadas na primeira ronda.

É difícil fazer um vaticínio do resultado, mas o factor casa pode favorecer os nacalenses. Os “hidrocarbonetos” demonstraram ter capacidade de resposta, pois são muito aguerridos.

Mas quem tem uma missão verdadeiramente espinhosa é o 1.º de Maio de Quelimane que se estreia perante o seu público defrontando a toda-poderosa Liga Desportiva de Maputo, campeã em título, e que de longe é favorita à vitória

Será um grande teste para a equipa da Zambézia que deixou boas indicações no último fim-de-semana em Chibuto, onde arrancou um nulo.

Todos os jogos iniciam às 15.30 horas.

RESULTADOS E CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

Fer. Beira-Fer. Nampula (0-2)

ENH-Desportivo (0-1)

Fer. Quelimane-Fer. Maputo (0-1)

Liga-Costa do Sol (0-0)

Maxaquene-Fer. Nacala (1-0)

Chibuto-1.° de Maio de Quelimane (0-0)

Desp. Nacala-HCB (1-0)

J V E D B P

1.° FER. NAMPULA 1 1 0 0 2-0 3

2.º Desportivo 1 1 0 0 1-0 3

3.° Desp. Nacala 1 1 0 0 1-0 3

4.° Fer. Maputo 1 1 0 0 1-0 3

5.° Maxaquene 1 1 0 0 1-0 3

6.° Costa do Sol 1 0 1 0 0-0 1

7.° Chibuto 1 0 1 0 0-0 1

8.° Liga 1 0 1 0 0-0 1

9.° 1.° de Maio 1 0 1 0 0-0 1

10.° ENH 1 0 0 1 0-1 0

11.° Fer. Nacala 1 0 0 1 0-1 0

12.° Fer. Quelimane 1 0 0 1 0-1 0

13.° HCB 1 0 0 1 0-1 0

14.° Fer. da Beira 1 0 0 1 0-2 0

CALENDÁRIO DE JOGOS

AMANHÁ

ESTÁDIO DA MACHAVA

15.30 horas: Fer. Maputo-Maxaquene

CAMPO DO COSTA DO SOL

15.30 horas: Desp. Maputo-Desp. Nacala

DOMINGO

CAMPO DO FERROVIÁRIO DA BEIRA

15.30 horas: Fer. Beira-Fer. Quelimane

CAMPO DO COSTA DO SOL

15.30 horas: Costa do Sol-Fer. Nampula

CAMPO DO FERROVIÁRIO DE QUELIMANE

15.30 horas: 1.º Maio-Liga Desportiva

ESTÁDIO 27 DE NOVEMBRO, EM SONGO

15.30 horas: HCB-Chibuto

CAMPO DA BELA VISTA

15.30 horas: Fer. Nacala-ENH

AS emoções do Moçambola-2015 regressam esta tarde com o Ferroviário da Beira a receber (15:30 horas), no Caldeirão do Chiveve, o seu homónimo de Nampula em partida atrasada da primeira jornada.

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Os “locomotivas” beirenses e nampulenses não jogaram no fim-de-semana em virtude da participação da primeira formação na eliminatória da Taça CAF, em Kinshasa, onde defrontou o AS Vitta Club da República Democrática de Congo.

Trata-se de um embate que recorda os momentos mais quentes que caracterizaram os encontros entre as duas formações na época passada, ao fim da qual o Ferroviário de Nampula ficou à margem do título, sendo a segunda melhor equipa do campeonato ganho pela Liga Desportiva de Maputo, curiosamente na derradeira ronda.

Os “locomotivas” nampulenses estão apostados em manter os mesmos níveis de competitividade e ambição na esperança de chegar ao cobiçado título. Apesar de algumas saídas de vulto, com destaque para Vasil e Tchitcho, os nampulenses foram igualmente ao mercado buscar refoços, tendo no horizonte esse grande desafio, ou seja, corresponder ao perfil competitivo da equipa de 2014.

Foram buscar Carvalho (ex-Desportivo de Nacala), Xirico (ex-Têxtil), Paiva (ex-Estrela Vermelha da Beira) e Idónio (ex-Incomáti). Receberam ainda por empréstimo, do seu homónimo de Maputo, o guarda-redes Pinto, mais Aurito e Nito.

Para os mesmos efeitos e com as mesmas ambições, o Ferroviário da Beira, que por duas vezes se sagrou vice-campeão nacional e ganhou a Taça de Moçambique, a segunda maior prova futebolística nacional, manteve a sua espinha dorsal e ainda foi buscar o médio congolês Fabrice e o avançado zambiano Jacob.

Do plantel da época passada, manteve os contratos com Willard (guarda-redes), Paíto, Emídio, Nelito, Cufa, Edson, Maninho e Elísio, enquanto Nelito, Reinildo, Gildo, Mário, Amilton, Henry, Djei, Dário, Inhaminga e Squeia tinham os seus contratos ainda em dia.

Portanto, tudo indica que ambos vão procurar demonstrar, nesta sua primeira aparição no maior convívio futebolístico nacional, o que prepararam para a temporada, que se aventa vir a ser muito concorrida. Contrariamente ao adversário, o Ferroviário da Beira tem muitos jogos nos pés e isso poderá conferir-lhe maior favoritismo ao se acrescenta privilégio de gozar com o factor casa. Aliás, os beierenses precisam de consolar os seus adeptos depois da goleada de 0-3 frente a AS Vitta Club da República Democrática de Congo.

A VILA municipal de Vilankulo, província de Inhambane, viveu na tarde de sábado um momento histórico e emocionante ao testemunhar o arranque oficial da maior prova futebolística do país, o Moçambola-2015, e que contou com a presença de milhares de pessoas oriundas de quase toda a região sul do país.

SENTIMENTO COMUM NA ABERTURA DO MOCAMBOLA-2015- Que o campeao seja efectivamente o campeao

Se os adeptos do Desportivo de Maputo viajaram por via terrestre toda a noite de sexta e madrugada de sábado, os convidados da Liga Moçambicana de Futebol desembarcaram na manhã daquele dia por via aérea para se juntarem às milhares de pessoas que já aguardavam pelo momento crucial para o anúncio oficial do arranque da prova no Estádio Municipal daquela vila turística da “Terra de Boa Gente”.

Governantes, desportistas, músicos e adeptos juntaram-se naquele local para “in loco” testemunharem o momento sublime. O pontapé de saída foi dado pelo quarteto de presidentes da LMF, da FMF, do município e do ministro da Juventude e Desportos, num acto bastante aplaudido.

Porém, antes e depois do jogo entre o estreante ENH e o Desportivo de Maputo várias individualidades falaram à volta da importância do país ter uma prova da dimensão dum Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola.

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E todos foram unânimes de que a prova deve produzir um campeão que tenha sido o melhor de toda a prova e que, acima de tudo, prevaleça o “fair play”.

Entretanto, alguns, como por exemplo o Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula, foram mais longe ao defenderem que “aos 14 clubes participantes no Moçambola-2015 desejamos uma competição leal, respeito ao ‘fair play’ e uma prova em que, acima de tudo, prevaleça a verdadeira competição e que o campeão seja efectivamente o campeão pela sua regularidade, por ter sido o melhor ao longo das 26 jornadas. Todos querem ser campeões e todos podem sê-lo, mas apenas um o conseguirá. E esse campeão gostaríamosque o fosse com mérito, porque dessa forma se dignificará ele próprio e, consequentemente, o futebol moçambicano”.

Nkutumula defendeu que “o Campeonato Nacional de Futebol, o nosso carinhosamente Moçambola, no seu percurso de quase quatro décadas ininterruptas, se assumiu como um movimento de massas sem paralelo: Um aglutinador de paixões, de pessoas de diferentes raças e de crenças políticas e religiosas; Um elo de união dos moçambicanos, independentemente das suas cores clubísticas; Um veículo de aproximação dos cidadãos, porque o futebol, o chamado ópio do povo, na sua essência, é por excelência uma ocasião de convívio e de euforia”.

O ministro da Juventude e Desportos saudou ao mesmo tempo a Liga Moçambicana de Futebol pelo esforço que vem empreendendo para que esta prova tenha sucesso, desejando igualmente boa sorte a todos os intervenientes no certame.

SIDAT QUER VENCEDOR JUSTO ESTE ANO

O PRESIDENTE da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse em Inhambane, num discurso que considerou de improviso, que o Moçambola deste ano tem de produzir um campeão justo.

As declarações do presidente da FMF mereceram alguns comentários desabonatórios por parte dos presentes, que entenderam que o homem forte do “Prédio Fonte Azul” quis dar a entender que os anteriores campeões nacionais, incluindo o actual detentor do título, a Liga Desportiva de Maputo, não haviam sido campeões com mérito.

Num outro desenvolvimento, Feizal Sidat afirmou que os campeões nacionais devem representar condignamente o país nas Afrotaças, apelando ao mesmo tempo para que todos os clubes, sobretudo os do Moçambola, se devem licenciar de acordo com as recomendações da CAF.

PATROCINADORES FIRMES

OS potenciais patrocinadores do Moçambola, na voz deCláudio Chiche, reafirmaram o seu apoio incondicional ao Moçambola, porque consideram ser uma prova credível e de dimensão nacional.

Chiche recordou, na ocasião, que a empresa que representa, a mCel, “é a maior patrocinadora do desporto em Moçambique em todas as vertentes e com maior destaque no “Desporto Rei”, que é o futebol, e que hoje vamos testemunhar este jogo entre as equipas da ENH (anfitrião) e o Desportivo de Maputo, por sinal este último é um dos clubes orgulhosamente patrocinados pela mCel”.

Realçou que “o nosso envolvimento no Moçambola já perfaz cerca de onze anos e temos estado a testemunhar um crescimento no desempenho deste campeonato, quer nos clubes que nele militam, quer ao nível de produção e organização que a Liga Moçambicana de Futebol e seus parceiros têm estado a empreender e para tal vão os nossos parabéns a toda Direcção da Liga Moçambicana de Futebol, que apesar de poucos recursos financeiros tem levado a bom porto esta que é a maior competição desportiva do país”.

Segunda, 16 Março 2015 06:43

MOÇAMBOLA-2015: A festa já começou!

A FESTA do futebol nacional, o Moçanmbola-2015, já começou, com o pontapé de saída testemunhado sábado à tarde por milhares de pessoas no Estádio Municipal de Vilankulo, onde o Desportivo de Maputo derrotou por 1-0 a recém-promovida formação da ENH, daquela região do país.

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Na ocasião, figuras destacadas do Governo e do desporto assistiram àquele que foi o arranque da maior prova futebolística do país e que durante 26 jornadas vai arrastar multidões aos diversos campos onde ela evolui.

No acto de abertura todos os intervenientes foram unânimes em afirmar que a prova deve ser disputada num ambiente de “fair play” e que o campeão seja verdadeiramente o campeão e que os árbitros sejam o exemplo da verdade desportiva do país.

Depois do único jogo realizado sábado, que serviu de pontapé de saída, a primeira jornada completou-se ontem com os restantes embates. Para já o Desportivo de Nacala, Ferroviário de Maputo, Desportivo e Maxaquene entraram com o pé direito na prova, derrotando os seus opositores.

O Desportivo da capital do país, como já o dissemos, foi a Vilankulo vencer dificilmente o ENH por 1-0. O seu vizinho, Maxaquene, não quis ficar para trás e bateu em casa emprestada (campo do Costa do Sol) o Ferroviário de Nacala pelo mesmo resultado, com o golo a ser apontado por Isac, por sinal o melhor marcador da época passada. Pelo mesmo “score” o Ferroviário de Maputo superou o seu homónimo de Quelimane. Uma meia-surpresa aconteceu em Nacala, com o Desportivo a derrotar o HCB, que deposita esta época grandes esperanças de conquistar o título. Os “hidroeléctricos”, orientados por Artur Semedo, tiveram, desta forma, uma entrada em falso.

No jogo de cartaz da ronda inaugural a Liga Desportiva de Maputo, actual detentora do título, e o Costa do Sol empataram sem abertura de contagem. O mesmo resultado verificou-se no embate entre o Clube do Chibuto e o 1.° de Maio de Quelimane. Sublinhe-se que a equipa do Chibuto desperdiçou uma grande penalidade no último minuto de compensação. Ndjusta não teve a frieza necessária para dar vitória à sua equipa.

A primeira jornada acabou sendo muito pobre em golos. Apenas quatro em seis jogos efectuados. Refira-se que o desafio entre os Ferroviários de Nampula e da Beira foi adiado para próxima quinta-feira devido ao compromisso dos beirenses na Taça CAF.

Na próxima jornada, portanto a segunda, realizam-se os seguintes jogos: Ferroviário de Nacala-ENH; Ferroviário de Maputo-Maxaquene; Ferroviário da Beira-Ferroviário de Quelimane; Costa do Sol-Ferroviário de Nampula; 1.° de Maio de Quelimane-Liga Desportiva de Maputo; HCB-Chibuto e Desportivo de Maputo-Desportivo de Nacala.

Segunda, 09 Março 2015 05:37

Costa do Sol conquista Taça de Honra

O COSTA do Sol sagrou-se, na tarde de ontem, vencedor da Taça de Honra, na cidade de Maputo, edição 2015, após bater o Maxaquene, por 1-0, no jogo da quinta e última jornada da prova.

Costa do Sol conquista Taça de Honra

Foi uma espécie de final entre os “canarinhos e os “tricolores”, embora estes últimos não tivessem hipóteses de ficar com o troféu. O golo do Costa do Sol foi marcado por Jojó aos 75 minutos. Diga-se de passagem um grande golo, que surge de um remate desferido à entrada da área, numa altura em que os “canarinhos” começavam a ficar desesperados, dado que o 0-0 conferia o título ao Desportivo.

O golo premiava a melhor equipa ao longo dos 90 minutos. Os “canarinhos” dominaram o adversário a todos os níveis, pecando apenas na pontaria no momento da verdade.

Com os três pontos, o clube de Matchiki-tchiki passou a somar 11 pontos, mais um que o Desportivo que terminou em segundo. O Ferroviário ficou em terceiro, com oito pontos.

Entretanto, antes do Costa do Sol-Maxaquene, o Desportivo havia vencido o Ferroviário, por 2-0, numa partida completamente dominada pela equipa “alvi-negra”. Os golos foram marcados pelo médio criativo Mastyle aos 29 minutos e Lalá aos 60 minutos.

Salientar que o Ferroviário não conseguiu assentar o seu jogo e denotou graves problemas defensivos, o que foi muito bem explorado pelo criativo ataque das “águias” que passeava à vontade a sua classe.

O FERROVIÁRIO da Beira transitou ontem para a primeira eliminatória da Taça CAF em futebol ao vencer no jogo da segunda “mão” da pré-eliminatória a equipa do Petit Revière das Maurícias por 5-2, depois de ter igualmente vencido no terreno deste por 2-1 há sensivelmente 15 dias.

Depois de transpor este obstáculo, os “locomotivas” da capital de Sofala vão medir forças com a equipa da AS Vita da RD Congo naquilo que será um verdadeiro teste, pois os congoleses fazem parte da elite futebolística africana.

TAÇA CAF Ferroviário da Beira transita com raça

No jogo de ontem os beirenses mostram mais uma vez a sua raça diante de um adversário tecnicamente fraco e sem argumentos suficientes para contrapor o fulgor dos treinados de Lucas Bararijo desde o princípio até ao fim.

O Ferroviário entrou praticamente a marcar, pois aos dois minutos o “capitão” Maninho fez o 1-0 na conclusão de uma bela jogada que terminou com um cruzamento do lateral direito Elísio para o “coração” da pequena área, onde apareceu com grande sentido de oportunismo o jogador “locomotiva” a dar o gosto ao pé.

Seguidamente, o atacante moçambicano Nelito tirou um adversário da jogada, mas o seu remate foi defendido com classe pelo guardião visitante para canto, que não resultou.

Aos 17 minutos e numa jogada genial, Gildo desferiu um portentoso remate que foi devolvido pela barra transversal. Até ao minuto 30 só dava Ferroviário da Beira, embora os mauricianos tentassem, de vez em quando, chegar à baliza contrária, mas sem muito perigo.

O segundo golo dos beirenses aconteceu aos 39 minutos. Jogada bem idealizada a partir da defensiva, passando pelo meio-campo e que na dianteira encontrou mais uma vez o génio do “capitão” Maninho em combinação com Nelito, este que por sua vez serviu Edson para fazer o 2-0.

Quando se pensava que este resultado, de 2-0, levaria as duas equipas ao intervalo, eis que a equipa do Petit, numa jogada de insistência, reduz para 2-1 através de Calambe.

Depois do intervalo as duas equipas entraram para o segundo período com a mesma disposição táctica. Numa jogada também de efeito laboratorial, Maninho voltou a estar em voga aos 48 minutos com um cruzamento para dentro da área em que colocou Nelito em luta com um contrário que, na tentativa de desviar a bola para canto, introduziu-a na sua própria baliza para 3-1.

O quarto golo dos “locomotivas” da Beira surgiu aos 70 minutos. O “capitão” Maninho novamente esteve na cena. Tabelou com perfeição com Nelito e este mandou para Reinildo, que apenas teve a missão de empurrar a bola para o 4-1, para o gáudio dos locais.

A festa “locomotiva” ainda não tinha acabado. Foi assim que aos 79 minutos Maninho volta a dar o gosto ao pé, marcando o quinto golo da sua equipa, deixando o guardião visitante Louis Romaro, que instante antes entrou a substituir o seu colega (lesionado), José Marie, sem hipóteses para a defesa.

Já quase ao “apagar das luzes” o Petit conseguiu marcar mais um golo, novamente através de Calambe, numa jogada aparentemente inofensiva, fixando o resultado em 5-2.

Quanto à equipa de arbitragem do Quénia, não há nada a realçar uma vez que não teve problemas no ajuizamento da partida.

FICHA TÉCNICA

ARBITRAGEM(proveniente do Quénia): Nelson Emile Fred, auxiliado por Steve Marie, Gilbert Lista e Alliter Barra.

FERROVIÁRIO DA BEIRA: Willard; Elísio, Cufa, Mambucho, Edson; Reinildo (Jacob), Paito (Tchitcho), Fabrice, Gildo; Nelito e Maninho (Dayo).

PETIT REVIÊRE: José Marie (Romaro); Bazerke, Paxate (Manqueth), Mabote, Tarejeau; Lew (Hangley), Calambe, Louis, George; Pierre e Hollingui.

Amarelospara Cufa, do Ferroviário da Beira, e Louis, do Petit Reviere das Maurícias.

ANTÓNIO JANEIRO

O ENCONTRO entre a Liga Desportiva de Maputo, campeã nacional, e o Costa do Sol é o prato forte da primeira jornada do Campeonato Nacional de futebol, o Moçambola 2015, segundo ditou o sorteio realizado na noite de ontem, na Gala que marca o lançamento da prova que se inicia a 14 de Março.

MOÇAMBOLA-2015 Liga-Costa do Sol derby de abertura

É sem dúvidas um grande teste para as duas equipas. A Liga quer revalidar o título que conquistou nas duas últimas edições da prova, enquanto o Costa do Sol quer quebrar o jejum que remonta desde 2007. Ainda na primeira ronda é de destacar, o ‘’clássico’’ entre os Ferroviários de Nampula e da Beira, segundo e terceiro classificados da última edição.

O Maxaquene vai apadrinhar a estreia do Ferroviário de Nacala, numa partida que será disputada em Maputo. O Ferroviário de Quelimane recebe o seu homónimo de Maputo. O Chibuto bate-se com o estreante 1º de Maio de Quelimane. O Desportivo de Nacala recebe a HCB, que acaba de regressar da África do Sul onde fez um estágio de dez dias com muito boas indicações. Finalmente o jogo de abertura que colocará frente-a-frente a ENH ao Desportivo de Maputo. A equipa de Inhambane vai estrear-se com um adversário que defrontou no ano passado na Taça de Moçambique, dai que o seu adversário tenha ficado de certa forma deslumbrado com o sorteio.

A prova arranca a 14 de Março próximo em Vilankulo, e segundo a Liga Moçambicana de Futebol decorrerá sem sobressaltos, pois os fundos estão garantidos.

A Gala de ontem também serviu para premiar os melhores do Moçambola-2014, nomeadamente a Liga Desportiva (campeã nacional), Ferroviário de Nampula (vice), o melhor marcador (Isac, Maxaquene), guarda-redes menos batido (Germano, Ferroviário de Nampula), melhor árbitro (Mateus Infante) e a equipa ‘’fair-play’’, o despromovido Ferroviário de Pemba.

Os patrocinadores também foram agraciados com diplomas de honra.

SIMANGO VAI ATÉ NOVEMBRO

Entretanto, a Gala do Moçambola foi antecedida pela 20ª Assembleia-Geral Ordinária da Liga Moçambicana (LMF) que dentre vários assuntos deliberou prorrogar o mandato de Alberto Simango como presidente do órgão até Novembro próximo.

O mandato de Simango termina em Maio, mas os associados da LMF, os clubes, decidiram estendê-lo até Novembro, alegadamente para não perturbar o curso normal do Moçambola. Simango encarrou o gesto dos associados como um sinal de confiança e tudo prometeu fazer para retribuir.

A AG da LMF aprovou por unanimidade, os relatórios de actividades e contas referentes ao exercício do ano passado, bem como o plano para este ano. O orçamento do Moçambola foi também aprovado e está estimado em dois milhões de dólares.

Nessa reunião, a LMF vincou ainda que ENH de Inhambane irá viajar via terrestre sempre que jogar fora de casa, em virtude de a companhia aérea não possuir rota para Vilankulo.

        ARBITROMARCADOR-inGUARDA

Sexta, 06 Fevereiro 2015 07:33

Há Supertaça no domingo

AS emoções do futebol regressam à tona este domingo com a disputa da Supertaça entre a campeã Liga Desportiva de Maputo e o Ferroviário da Beira, vencedor da Taça de Moçambique, a segunda maior prova futebolística do país, no campo da Afrin, na Machava, município da Matola.

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Trata-se do primeiro jogo oficial da época e que coloca duas das melhores equipas da última edição e que se preparam para as competições internacionais, designadamente as eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos e a Taça da Confederação Africana de Futebol, mais conhecida por Taça Nelson Mandela.

Este jogo servirá de termómetro sobre o trabalho que as duas equipas estão a realizar com vista às Afrotaças. O Ferroviário da Beira esteve na vizinha África do Sul e venceu no último fim-de-semana a Supertaça de Sofala, derrotando o Sporting local por 1-0. Enquanto isso, a Liga privilegiou a preparação dentro de portas.

Salientar que é pela segunda vez consecutiva que as duas equipas se cruzam para a disputa da Supertaça, sendo que na edição passada a Liga Desportiva levou a melhor.

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